17.06.26

Professora da UFPI ministra palestra sobre testes de medicamentos e cosméticos em animais para estudantes do Colégio Diocesano

Professora da UFPI ministra palestra sobre testes de medicamentos e cosméticos em animais para estudantes do Colégio Diocesano

Os alunos das turmas de 1ª e 2ª série do Ensino Médio do Colégio Diocesano participaram de uma palestra sobre os testes de medicamentos e cosméticos em animais. A atividade foi conduzida por Naíse Caldas, doutora em Química Analítica e professora da Universidade Federal do Piauí (UFPI), que apresentou aos estudantes aspectos científicos, éticos e legais relacionados ao tema.

A iniciativa reforça uma tradição centenária da instituição na formação científica de seus estudantes, especialmente no ensino da Química. Ao longo de sua história, o Colégio Diocesano consolidou-se como uma referência na área, legado construído por educadores que marcaram gerações, entre eles o Pe. Florêncio Lecchi, SJ, jesuíta italiano que dedicou cinco décadas de sua vida ao colégio e à educação piauiense. Professor de Química, ele foi responsável pela organização do laboratório da instituição, que se tornou uma referência em Teresina e figura entre os primeiros laboratórios de Química em ambiente escolar do Piauí.

Durante o encontro, a palestrante destacou a importância de aproximar a universidade da educação básica e promover o diálogo com os jovens sobre assuntos que impactam a sociedade e o desenvolvimento científico.

“Trabalho com a Química Analítica e, para mim, é um prazer estar aqui, sair dos muros da universidade, vir conversar com essa juventude sobre quais são as seguranças, quais são as normas, quais são os direitos e os deveres relacionados ao uso de animais. É um prazer ouvir os estudantes e também fazer com que eles me ouçam”, afirmou.

Ao longo da palestra, Naíse explicou como os avanços tecnológicos têm contribuído para a redução do uso de animais em pesquisas científicas. Entre as alternativas apresentadas, ela destacou o uso da inteligência artificial e o desenvolvimento de órgãos em chip, tecnologias que vêm ganhando espaço em laboratórios de pesquisa ao redor do mundo.

“Tudo começou com as células, criando células no laboratório, e depois veio a inteligência artificial. A IA está aí para reduzir gastos, reduzir tempo e reduzir o uso de testes em animais. Então, ela está sendo muito utilizada hoje em dia e é uma das formas mais promissoras para que a gente não utilize mais os animais”, explicou.

A pesquisadora ressaltou, no entanto, que os estudos com animais ainda desempenham um papel importante no desenvolvimento dessas novas tecnologias.

“Estão sendo desenvolvidos órgãos em chip, mas, para desenvolver esses órgãos, é preciso ainda que a gente estude os animais. Nós teremos a evolução dos órgãos, até mesmo de seres humanos, em chip, mas ainda precisamos utilizar os animais para o desenvolvimento dessa tecnologia”, acrescentou.

A palestra proporcionou aos estudantes uma reflexão sobre os desafios da pesquisa científica contemporânea, abordando temas como ética, inovação tecnológica e responsabilidade no desenvolvimento de medicamentos e cosméticos. Além de ampliar o conhecimento dos participantes, o momento também reforçou uma característica presente na história do Colégio Diocesano: o incentivo à curiosidade científica, ao pensamento crítico e à busca constante pelo conhecimento.

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