No Dia Nacional do Livro Didático, CDI destaca a importância do material na formação inicial
No Dia Nacional do Livro Didático, celebrado em 27 de fevereiro, a educação brasileira relembra a importância desse recurso na formação de gerações de estudantes. Na proposta educativa jesuíta, o livro não é apenas material de estudo, mas parte da experiência formativa e do desenvolvimento integral. No Colégio Diocesano Infantil, esse primeiro contato é entendido como elemento importante no início da vida escolar.
Na Educação Infantil, o material pedagógico ajuda a organizar a rotina, orienta as atividades e fortalece o vínculo inicial das crianças com o aprender. É nesse contato que surgem desde a curiosidade e a confiança, até o interesse pelas descobertas que marcam os primeiros anos escolares.
A coordenadora pedagógica do CDI, professora Eva Lopes, explica que o livro didático participa diretamente do desenvolvimento da autonomia infantil, estimulando iniciativa, investigação e segurança no processo de aprender. Ela também destaca que estudos indicam benefícios do suporte impresso para a leitura atenta, a memória e a concentração, além do estímulo sensorial e da redução da exposição a telas.
“O livro didático contribui para a autonomia ao estimular a realização independente de atividades, fortalecendo a autoconfiança, promove iniciativa e autonomia intelectual. Além disso, imagens e desafios despertam curiosidade e atitude investigativa, especialmente com a mediação lúdica do professor. Pesquisas apontam que o suporte impresso favorece uma leitura mais atenta e reflexiva, contribuindo para a concentração, a retenção de informações e o fortalecimento da memória. Na primeira infância, o livro didático mostra-se particularmente alinhado às necessidades cognitivas, motoras e socioemocionais, promovendo uma aprendizagem mais concreta, organizada e significativa”, traz a tona.
Já para a bibliotecária Dayane Bruna Ferreira, na Educação Infantil, o acesso frequente aos livros e aos espaços de leitura cria uma relação afetiva com a leitura e fortalece o desenvolvimento da linguagem, da imaginação e da curiosidade. Sendo profissional há 13 anos na Instituição, ela observa que ambientes acolhedores e atividades mediadas contribuem para que as crianças busquem espontaneamente os livros, consolidando a biblioteca como espaço educativo e cultural dentro da escola.
“O acesso das crianças aos livros e aos espaços de leitura na Educação Infantil contribui para despertar o gosto pela leitura desde cedo, associando o livro a experiências de prazer, afeto e descoberta. O contato frequente favorece o desenvolvimento da linguagem, da imaginação e da curiosidade, enquanto espaços acolhedores estimulam a autonomia e o interesse espontâneo. A biblioteca atua como espaço educativo e cultural, fortalecendo o vínculo com o universo dos livros e contribuindo para a formação de futuros leitores”, adiciona.
Além disso, a professora do 1º Ano do Ensino Fundamental do CDI, Prof. Pedrina Santos, destaca que o livro didático e os recursos pedagógicos funcionam como importantes mediadores do processo de ensino, contribuindo para tornar o aprendizado mais organizado e significativo nos primeiros anos escolares.
“Vejo o livro didático e os recursos pedagógicos como grandes aliados do professor e importantes facilitadores da aprendizagem, tornando o conhecimento mais acessível, estruturado e envolvente. Eles atuam como mediadores entre o professor, o aluno e o conteúdo, promovendo uma compreensão ativa e profunda. Durante a utilização do livro didático em sala, observa-se uma interação relevante do educando, percebendo uma aprendizagem mais significativa. Com o auxílio dessa ferramenta, o educando constrói conhecimentos de forma progressiva, o que reduz a sobrecarga cognitiva e reforça a retenção. As mudanças na aprendizagem são perceptíveis quando são utilizados bons livros e bons recursos, não só porque facilitam o aprendizado, mas porque também transformam e preparam os alunos para um mundo dinâmico”, explica.
Somando-se a isso, a mãe dos pequenos Kalel Lemos Brandão Infantil (5° B) e Gael Lemos Brandão (3° B), Neide Naira Paz Lemos observa, diante da vivência familiar, que o contato dos filhos com os livros e materiais pedagógicos da escola repercute positivamente no interesse pelas atividades em casa.
“Percebo claramente que o contato dos meus filhos com os livros e materiais da escola influencia de maneira muito positiva o interesse deles pelas atividades. Os livros e materiais possibilitam experiências significativas, favorecem a vivência, a leitura, a oralidade e diversas formas de expressão. No dia a dia, isso aparece quando contam histórias, exploram os livros espontaneamente, fazem perguntas e levam para casa o que vivenciam na escola, mostrando crescimento da curiosidade, da autonomia e do prazer em aprender”, finaliza.
Livro didático: presença histórica e aprendizagem concreta
Ao longo da história da educação brasileira, o livro didático consolidou-se como um dos principais instrumentos de organização do ensino, permitindo sistematizar conteúdos, orientar práticas pedagógicas e apoiar a formação de gerações de estudantes. Mais do que um recurso técnico, ele se tornou parte da experiência escolar e da construção do hábito de estudo.
No CDI, esse papel ganha dimensão própria ao integrar o cotidiano das crianças desde os primeiros anos, contribuindo para estruturar rotinas, estimular descobertas e fortalecer o vínculo inicial com o conhecimento, em sintonia com a proposta educativa de formação integral.
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