21.09.26

Estudantes do Diocesano compartilham experiências na IV ONU Intercolegial da RJE

Estudantes do Diocesano compartilham experiências na IV ONU Intercolegial da RJE

A experiência construída na VII DIONU ganhou novos espaços de diálogo para cinco estudantes do Colégio Diocesano durante a IV ONU Intercolegial da Rede Jesuíta de Educação (RJE), realizada entre os dias 15 e 18 de setembro, no Colégio Santo Inácio, em Fortaleza (CE). O encontro reuniu estudantes de diferentes unidades da Rede em uma simulação inspirada no funcionamento das Nações Unidas, com debates, negociações e construção coletiva.

A ONU Intercolegial faz parte de um projeto da Rede Jesuíta de Educação voltado à formação de cidadãos globais. Na experiência, os estudantes assumem diferentes papéis nos comitês, defendem as posições dos países ou instituições que representam e desenvolvem habilidades como oralidade, argumentação e autonomia responsável.

Representaram o Colégio Diocesano os estudantes Ana Maria Aragão e Luciana Oliveira, da 1ª série C; Calebe Carvalho e Carlos Gabriel Santos, da 1ª série B; e Cecília Negreiros, da 2ª série A, acompanhados pela coordenadora pedagógica do Ensino Médio, Daniely Monteiro.

Para os estudantes, a participação na Intercolegial também representa a continuidade de uma trajetória iniciada na DIONU. Luciana Oliveira destacou a relação entre as duas experiências e as novas conexões construídas durante o encontro.

“A experiência do Intercolegial não começou no Intercolegial, começou na DIONU. Foi uma experiência enriquecedora que a gente teve contato com pessoas do Brasil inteiro, com diversas escolas da Rede, e é algo que eu vou levar para minha vida, as pessoas, as amizades e a experiência que nós vivemos na Inter”, disse.

Durante a programação, os estudantes assumiram diferentes representações e participaram de comitês que discutiram questões históricas e contemporâneas.

Debates sobre desafios globais

Ana Maria Aragão, da 1ª série C, representou a República das Filipinas na Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). O comitê discutiu o Triângulo Dourado e a globalização do tráfico de drogas, considerando aspectos como produção de drogas, direitos humanos, moradia, aliciamento de jovens e economia.

Segundo a estudante, os participantes buscavam construir uma posição comum para enfrentar o problema, considerando também as diferentes realidades dos países envolvidos.

“Existia uma série de fatores que também estavam envolvidos, como a questão das pessoas que dependiam do trabalho do cultivo do ópio, pessoas que estavam sem ter os seus próprios direitos humanos, questões de moradia, questão de aliciamento de jovens e também da própria forma de o país ter ali a sua economia”, mencionou.

Para Ana Maria, entretanto, o principal legado da experiência está também nas relações construídas e na transformação proporcionada pela vivência.

“Conheci pessoas incríveis, vivi coisas que são inimagináveis e realmente é tudo que dizem: é uma experiência que muda a nossa forma de pensar, de agir. É uma história que fica para sempre marcada na nossa memória”, completou.

No United Nations Security Council (UNSC), Calebe Carvalho, da 1ª série B, representou a República do Panamá em debates sobre a guerra entre Israel e Palestina. Para ele, a experiência contribuiu para o desenvolvimento da capacidade de argumentação e para a compreensão de diferentes perspectivas.

“A gente pôde estar ali realizando as nossas atitudes de acordo com o nosso país, defendendo nossas ideias, e isso contribui muito não só no currículo, mas também na nossa vivência, na absorção de ideias e nessa inteligência de conseguir poder delegar e conseguir defender as nossas ideias a partir do nosso conhecimento”, comentou.

Calebe também destacou as amizades construídas com estudantes de outras unidades da Rede Jesuíta de Educação. “Essas experiências moldam o ser humano para vida inteira”, afirmou.

Já Carlos Gabriel Santos, da 1ª série B, representou o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte na Conferência das Partes (COP30), que discutiu a transição energética e a utilização de combustíveis fósseis.

Ao representar o Reino Unido, o estudante precisou considerar a dependência de diferentes países em relação aos combustíveis fósseis e, ao mesmo tempo, a necessidade de uma transição energética.

“Foi tomada uma posição neutra, uma vez que levamos em conta a necessidade de combustíveis fósseis em nossa sociedade devido à sua utilização durante a evolução humana, mas também foi levada em conta a necessidade de uma transição energética que, por mais que fosse gradual, fosse efetiva”, explicou.

Ao final das discussões, os países chegaram a um projeto de resolução que, segundo Carlos Gabriel, previa investimentos para os países que dependem dos combustíveis fósseis e o início da transição energética nos países desenvolvidos.

Experiências que permanecem

No comitê da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luciana Oliveira representou o México em uma simulação histórica sobre a invasão do Panamá em 1989. Como o comitê trabalhava com um recorte temporal específico, os participantes precisaram seguir as posições correspondentes ao contexto histórico.

O México assumiu uma posição neutra diante da intervenção militar dos Estados Unidos no Panamá, ao mesmo tempo em que condenava a ditadura de Manuel Noriega. Ao longo da simulação, os estudantes buscaram construir uma resolução para a situação debatida.

“Por mais que a Organização dos Estados Americanos, a OEA, fosse um comitê recomendatório, nós conseguimos com êxito elaborar um projeto de resolução para todos os países presentes na agenda”, citou.

Já Cecília Negreiros, da 2ª série A, representou a República do Cazaquistão no Conselho de Direitos Humanos, em um debate sobre perseguições étnico-religiosas na China.

A estudante conta que, mesmo representando um país neutro, buscou contribuir para a construção de propostas durante os debates.

“Sempre que consegui me posicionar bem e propor resoluções que asseguravam um mundo melhor e que garantiam dignidade a todos os civis da região”, relatou.

Para Cecília, a experiência também foi marcada pelas amizades e pelas habilidades desenvolvidas ao longo dos dias em Fortaleza.

“Foi uma experiência incrível, criar amizades que eu vou carregar para o resto da minha vida e habilidades que eu acho que não conseguiria adquirir em qualquer outro lugar”, contou.

Continue lendo

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência em nossos sites e fornecer funcionalidade de redes sociais. Se desejar, você pode desabilitá-los nas configurações de seu navegador. Conheça nossa Política de Privacidade.

Concordo