Vencedores do Concurso Cultural visitam Salvador

24/11/2015 12:32:21 - Por Camila Oliveira

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Embevecidos de alegria pela conquista do Concurso Cultural em comemoração ao Bicentenário da Restauração da Companhia de Jesus, promovido pelo Colégio São Francisco de Sales – Diocesano, alunos do Colégio, da Escola Santo Afonso e da cidade de Santo Inácio do Piauí rumaram para a cidade de Salvador (BA) no dia 14 de agosto, acompanhados de funcionários e professores das referidas casas educacionais.

O grupo chegou a Salvador e foi carinhosamente acolhido pelas Irmãs Missionárias Mercedárias. Pela manhã, partimos todos para a tão almejada empreitada cultural e histórica de conhecer os lugares de memória da presença jesuítica naquela cidade.

[caption id="attachment_29407" align="aligncenter" width="691"]10615419_501047763360218_7917756639781080237_n Marco da chegada dos jesuítas, por volta de 1549. Fotografia: Conceição Neri.[/caption]

O poético percurso pelas ruas de Salvador teve início pelo Porto da Barra (marco da chegada dos jesuítas, por volta de 1549), onde pudemos visualizar um painel em azulejo, que retrata esse evento.

Em meio ao trajeto, a vista paradisíaca encantou nossos sentidos, desejosos de desvendar. Depois, fomos ao Centro Histórico visitar a Exposição do Museu de Arte Africana. Entre atabaques e tambores, observamos a riqueza desta raça. Em cada objeto uma história, em cada história, uma memória, como as esculturas de cabeças africanas e os totens com os quais nos deparamos. Também saltaram aos nossos olhos os instrumentos de caça e pesca deste valoroso povo. Rituais de dança, suas práticas alimentares, bem como a alusão às suas crenças. Pudemos ainda contemplar rica Exposição de Arte e Estética no Afródromo, através da exposição de vultos ilustres da arte africana.

[caption id="attachment_29409" align="aligncenter" width="600"]Catedral de São Francisco, fotografia de Bárbara Lis Catedral de São Francisco, fotografia de Bárbara Lis[/caption]

Prosseguindo a rota turística, seguimos para o Pelourinho, subindo e descendo as ladeiras da cidade. Ao chegarmos à Catedral de São Francisco deslumbra-nos com a beleza e a magnitude das talhas douradas, dos afrescos religiosos que nos remetem a cenas narrativas da vida de Cristo, bem como aos ‘anjos anfitriões’, com seus olhos esbugalhados que parecem acolher e atrair fieis, como outrora ocorria na Arte Bizantina.

De ícone em ícone, nossas almas ficavam cada vez mais repletas da magnitude da Graça Divina que ali se instaura, circundada por uma aura de luz e louvor. As imagens falam e intercalam os vãos dos sentidos dos que as contemplam. Nas paredes dos corredores, estão inscritas máximas espirituais que enchem nosso ser, como: “A virtude é inabalável”. Os tetos decorados e ricamente ornamentados, repletos de dourado, também sobressaem-se.

[caption id="attachment_29410" align="aligncenter" width="417"]Catedral de Salvador, fotografia de Patrícia Prado Catedral de Salvador, fotografia de Patrícia Prado[/caption]

Voltando às ladeiras do Pelourinho, passamos pela Fundação Casa de Jorge Amado e seguimos para a Catedral de Salvador, antiga Capela do Colégio jesuíta, com o teto ricamente decorado com o símbolo da Companhia de Jesus. No interior da sacristia, as telas revelam detalhes dos mártires religiosos. Tivemos a singular oportunidade de visitar o quarto de Padre Antônio Vieira e seu mobiliário.

Em seguida, visitamos a Igreja de São Joaquim, que era financiada por Domingos Afonso Mafrense que usava os recursos de suas fazendas do Piauí. Essa Igreja era o antigo noviciado dos jesuítas e local onde foi realizada a última missa antes da expulsão deles do Brasil.

Toda essa rica e valiosa empreitada foi acompanhada pelo Padre Geraldo, s.j., que nos propiciou singulares momentos de conhecimento e encantamento pela cidade de Salvador. Visitamos, também, o Colégio Antônio Vieira.

No dia seguinte, conhecemos extasiados de tanta beleza o Farol da Barra, cuja vista paradisíaca nos provoca sensações de transcendência e maior proximidade com o ser divino. Seguimos pelo Pelourinho, na rua Gregório de Matos, ao som do Olodum... e fechamos nosso passeio poético na Igreja do Bonfim.

Foi incomensurável a riqueza de conhecimento que esses dias à Bahia proporcionaram a cada sujeito aprendente que teve o privilégio de participar desta viagem. No semblante de cada um, a presença do sublime, da aura cultural que pairava em cada um de nós. Como afirma o poeta Carlos Drummond de Andrade: “Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo”.

Registrando a memória pelos ‘artistas’ vencedores do Concurso Cultural:

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Partilha foi a palavra chave. Partilhamos segredos, desejos e alegrias... mas, principalmente compartilhamos momentos únicos que foram pura poesia, mas também, pudera, Salvador respira a vida! Pudemos nos permitir a contemplar, como a aluna Maria Radimyla, da cidade de Santo Inácio do Piauí, que se juntou tão pequena ao nosso grupo e volt.ou tão grande para sua casa...

 (Raian Mateus Castelo Branco – 9º ano C)

Salvador é belíssimo e encantador, agradeço ao Colégio Diocesano por nos proporcionar momentos incríveis e inesquecíveis...” (Leticia de Aquino – 9º ano A)

Gostei de tudo, principalmente porque vi, escutei e dancei ao som do Olodum e tive contato com culturas diferentes, me sentindo em casa...” (Maria Augusta – 7º ano C)

No primeiro dia fizemos o passeio histórico sobre os jesuítas com o queridíssimo Padre Geraldo...

(Mariane Duarte – 8º ano B)

Sempre que lembrar dessa viagem vou lembrar da partilha, da experiência de conhecer o outro, de conhecer o novo, de expandir meus horizontes, de conhecer novas culturas, novas crenças e vivenciar...

 (Deusdedith Ribeiro de Carvalho – 9º ano A)

Nosso passeio foi rodeado de risos e muita alegria...

 (Maria Victória Waquim – 9º ano A)

Participar de todo este processo foi perfeito!

  (Beatriz Damasceno Moura Fé – 9º ano A)

Algo que me chamou atenção na cidade de Salvador foi o ar de alegria que pairava sobre as pessoas... deve ter sido por isso que não paramos de rir uma vez sequer.

 (Barbara Liz Sousa – 9º ano A)

A viagem para Salvador foi inesquecível... a hospitalidade e o carinho das Irmãs Missionárias Mercedárias... as igrejas eram deslumbrantes!

 (Nadilah Vilela – 9º ano A)

Uma das coisas que me mais me chamou a tenção foram as igrejas, pois nelas estavam presentes obras da arte barroca, o que costumávamos ver em aulas de Arte e que dessa vez pudemos entrar em contato... o que torna para nós, alunos ,uma experiência gratificante.

 (Maria Victória Xavier – 9º ano A)

Texto-relato das professoras do Diocesano: Conceição Neri (Arte) e Patrícia Prado (História) 

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