Diocesano promove Bate-papo com ex-estudante do colégio

08/08/2017 13:12:51 - Atualizada em 08/08/2017 13:34:29 - Por Samira Ramos

O Colégio Diocesano recebe o ex-aluno Márcio Carvalho para um “Bate-papo com profissional”. Ele é bacharel em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB) e, atualmente, faz mestrado em Políticas Públicas pela Hertie School of Governance, instituição alemã. Márcio também é ex-funcionário do Departamento de Defesa dos Estados Unidos em Brasília.

O profissional participou de debates com estudantes da 3ª série do Ensino Médio, abordando questões corriqueiras sobre as Relações Internacionais. Em entrevista para o site do Diocesano, Márcio discorreu sobre alguns tópicos que foram discutidos no bate-papo.

Diocesano - Quais as possibilidades de atuação de um profissional de Relações Internacionais?

Márcio - Considero que é uma das carreiras que têm mais possibilidades de atuação. O profissional de Relações Internacionais tem uma base multidisciplinar, ele estuda História, Direito, Economia, Ciência Política, entre outros diversos assuntos. É possível trabalhar em uma multinacional, em uma empresa de consultoria política, no governo como diplomata, como agente da inteligência na Abin [Agência Brasileira de Inteligência], em organismos internacionais. Isso só vai depender do campo em que o profissional mais se identifica. É preciso saber do que você gosta se direcionar nesse sentido, porque o mercado está aberto.

Diocesano - E o profissional que quer experimentar uma carreira fora do Brasil, quais as possibilidades?

Márcio - Principalmente em organizações internacionais. Existem várias delas espalhadas pelo mundo inteiro, desde o Quênia até Paris. O profissional que já possuir experiência prévia no mercado, porque essas organizações requerem isso, pode simplesmente escolher, dentre esse leque de possibilidades, trabalhar para ser aceito em uma delas.

Diocesano - As pós-graduações são importantes para conquistar uma vaga fora do Brasil?

Márcio - Com certeza. Inclusive, a maior parte dessas organizações exigem alguma pós-graduação, além de muita experiência no mercado. Então, é importante que, sabendo o assunto que você domina melhor, escolha bem uma universidade que vai dar uma projeção no currículo e que vai te abrir as portas para o ingresso em uma nova carreira.

Diocesano - Quais as características essenciais do estudante que deseja ingressar no curso de Relações Internacionais?

Márcio - Eu recomendo que o aluno já tenha o conhecimento prévio, pelo menos, da língua inglesa. No curso de Relações Internacionais, a partir do segundo ou terceiro período, você já está lendo textos majoritariamente em inglês. Além disso, o estudante precisa não se incomodar por estudar muita teoria. E também é preciso estar disposto a abrir a cabeça, porque o curso expande bastante seus horizontes. Quando você choca diferentes realidades culturais e sociais com a realidade do seu próprio país, isso te faz mudar bastante.

Diocesano - Qual o diferencial de um profissional que possui uma visão globalizada?

Márcio - Esse profissional, e as empresas estão começando a entender isso, por conta da carga multidisciplinar e da visão mais ampla, tem a capacidade de juntar as diversas áreas em uma instituição. Ele consegue entender a realidade econômica ou social e casar as diferentes esferas. É um profissional que pode conectar as várias áreas de uma empresa que, geralmente, atuam separadas.

Diocesano - Como o Relações Internacionais pode atuar pela promoção da paz mundial?

Márcio - A disciplina de Relações Internacionais já surgiu logo após a 1ª guerra mundial com a intenção de evitar a guerra. Os primeiros teóricos das Relações Internacionais já tinham a ideia que nós passamos por muitos horrores e nós precisamos encontrar formas para evitar que isso aconteça. Então, desde os primeiros textos que o graduando vai ler, a ideia de alcançar a paz está muito presente. E existem, hoje, muitas organizações internacionais que lutam para alcançar a paz em diversos âmbitos. O profissional de Relações Internacionais que tem essa visão de querer contribuir para a paz mundial vai encontrar muitas oportunidades em que ele pode se inserir e ajudar, de forma pontual ou mais ampla, nesse contexto de promoção da paz.

Diocesano - O que mais te encanta nessa profissão?

Márcio - A possibilidade de ter contato com realidades que, normalmente, você fica alheio. Tenho certeza que se tivesse permanecido em Teresina e tivesse feito outro curso, eu estaria contribuindo para melhorar o mundo. A diferença é que não teria noção de como existem situações gritantes de violação de direitos humanos, violação da paz, dos direitos individuais, acontecendo no mundo inteiro. E isso é um problema da humanidade, não é de país A ou país B. É isso que me encanta mais, essa visão de que o mundo é um só. Por mais que existam divisões físicas, barreiras e fronteiras, vivemos no mesmo mundo. Somos todos humanos, independentemente de qualquer diferença.

Veja as imagens do bate-papo 

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