Alunos do Diocesano se destacam nas notas do Enem

26/01/2017 10:23:00 - Atualizada em 04/09/2018 20:52:12 - Por

Acabou a primeira etapa de ansiedade! Os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foram divulgados trazendo alívio aos alunos que concluíram o Ensino Médio no Colégio Diocesano, em 2016. É o caso da Myrna Beatriz de Melo Oliveira, que alcançou 980 pontos na dissertação e 750,8 na média geral. Ela afirma que começou a estudar para o Exame no início do período letivo de 2016. 

“Busquei fazer o máximo de questões possíveis, já que os professores sempre disseram o quanto a prática era importante. Além disso, eu tentava focar mais no estudo das matérias que tem maior peso no curso que eu almejo”, conta a estudante, que pretende cursar Medicina. Para a redação, além de treinar bastante, Myrna adotou a técnica de mostrar o mesmo texto para vários professores, para saber o máximo de aspectos possíveis em que ela poderia melhorar para aprimorar seus escritos. Assim como ela, o estudante João Pedro Dias também obteve 980 pontos na redação.

João Pedro Dias e Myrna Melo alcançaram 980 pontos na redação

As médias nacionais dos participantes do Enem 2016 subiram nas áreas de Linguagens e Matemática e caíram em Ciências Humanas e Ciências da Natureza, comparando com os anos anteriores. A quantidade de redações com a nota máxima também diminuiu, de 104 em 2015, para 77 em 2016, em um universo de 6,1 milhões de candidatos. Em Linguagens e Códigos, a média nacional foi 520,5 pontos. Em Matemática, 489,5. Já em Ciências da Natureza a média foi 477,1 e Ciência Humanas, 533,5 pontos.

De acordo com o coordenador pedagógico da 3ª série do Ensino Médio do Colégio Diocesano, Aílton Cerqueira, são excelentes as notas de Redação acima de 900 pontos, já que o máximo que se pode obter nessa prova é 1000. Por conta do método usado para calcular o desempenho nas outras áreas do conhecimento – Teoria da Resposta ao Item (TRI) – a redação é a única matéria em que é possível tirar 0, mas inviabiliza a concorrência em qualquer Instituição de Ensino Superior. No Diocesano,muitos alunos conseguiram mais de 900 pontos na redação.

Laíne Saiki, Iluska Guimarães e Herus Teixeira

O aluno Renan Alexandre dos Anjos pretende cursar Engenharia Civil e conquistou 960 pontos na prova dissertativa. Mas ele teve de enfrentar seus próprios limites para atingir o resultado. Segundo o estudante, sua maior dificuldade sempre foi nas disciplinas relacionadas a Linguagens, justamente a base para um bom texto. “Esse foi um dos principais motivadores para ter intensificado meus estudos na área, pois sabia da importância de se obter uma boa nota na redação”, afirma.

A estudante Laíne Saiki obteve 920 pontos na dissertação. Ela conta que ainda em 2016, antes de concluir a 3ª série, foi aprovada para cursar Relações Internacionais, na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Mas o que ela quer mesmo é uma vaga no curso de Direito da Universidade Federal do Piauí (UFPI). “Quero cursar Direito desde os 12 anos, sonho em ser juíza federal”, conta. A preparação para o Exame acontece há mais ou menos um ano e meio. “Na 1ª série do Ensino Médio tudo ainda é muito novo, e a gente fica meio deslumbrado. Acho que na metade da 2ª série foi quando realmente foquei e estudei exclusivamente para o Enem, revisando conteúdos mais importantes”, lembra a estudante.

Carlos Henrique Franco, Fernanda Monteiro, Renan Alexandre e Mateus Henrique Moura

Além de leitura e resolução de problemas sobre os temas abordados no Enem, de acordo com cada competência e habilidade exigida pela prova, Laíne prezou por se manter bem informada. “Procuro sempre me manter apta a discutir sobre qualquer que seja o assunto”, diz, enfatizando que assistir jornal faz parte de sua rotina diária. A estudante revela que prefere os debates aos números e por isso criou uma técnica para lidar com a dificuldade na hora de estudar. Ao invés de passar muito tempo estudando um só assunto, ela determinava um período para estudar um tema, fazia um pequeno e intervalo, e voltava a estudar outro tema, pelo mesmo período de tempo, dentro da mesma área de conhecimento. “Isso me ajudou a não desgastar tanto a mente e o corpo”, ressalta.

Já a estudante Iluska Guimarães,que também conquistou a nota 920 na redação e ficou com uma média geral de 720 pontos, pretende cursar Medicina em alguma das universidades públicas do Piauí. Ela conta que a decisão pelo curso foi reforçada pela intensa dedicação em aprender os conteúdos de Química, que para ela eram os mais difíceis. “Tanto tempo dedicados a Química e gosto pela Biologia me fizeram querer ainda mais essa profissão, que já adorava por outros motivos”, explica. Para ela, o segredo do Enem é praticar. “A teoria é essencial, mas procurar responder diariamente o maior número de questões possíveis é muito importante. Além de procurar suporte no que você tem deficiência”, destaca a aluna.

Bom resultado também em Matemática

Mas o destaque também foi em Matemática. O aluno Luís Felipe Rosal alcançou 914,6 pontos na prova. Além dele, Jorge Felipe da Silva Bastos fez 900, José Victor Cruz obteve 899,4 e Carlos Henrique Franco conseguiu 887,3 pontos na disciplina. Este último também conquistou 960 pontos na redação, assim como Mateus Henrique de Moura Lima e Fernanda Monteiro. João Pedro Bandeira, Rebecca Lima, Herus Teixeira e Izabella Karyne Lima Cardeal também foram contemplados com 920 pontos na dissertação.

Izabella Karyne, João Pedro Bandeira e Rebecca Lima

Além de simulados no estilo do Enem, o Colégio Diocesano oferece a seus alunos o DIOVEST, preparatório para vestibulares, que acontece aos domingos. “Sem dúvida alguma, são iniciativas que contribuem muito para nossa formação acadêmica”, avalia Renan. “A minha preparação para o Enem foi através das aulas na escola e do auxílio dos professores, das aulas aos domingos no DIOVEST, e também com muito estudo em casa”, comenta Myrna. Segundo Iluska, os projetos contribuíram durante sua preparação. “Eu pude aproveitar o que os dois podiam oferecer. Qualquer forma de revisão e treino é válida”, ressalta.

José Victor Cruz, Luís Felipe Rosal e Jorge Felipe Bastos

Deixe um comentário

0 Comentário