Janeiro Branco, o mês voltado para o cuidado com a saúde mental

02/01/2019 00:00:00 - Atualizada em 27/12/2018 12:40:59 - Por Samira Ramos

Janeiro, o primeiro mês do ano, é visto como um ponto de partida para novos hábitos, para as pessoas refletirem sobre suas vidas. Por conta disso, em 2014, um grupo de profissionais de psicologia tiveram a ideia de estabelecê-lo como o mês da conscientização e prevenção da saúde mental. Nascia assim a Campanha Janeiro Branco.

Ela busca chamar atenção do público e autoridades para questões de ordem psicológica-existencial. Por meio de debates, palestras, rodas de conversa e intervenções, a campanha contribui para o fortalecimento da saúde mental e emocional da população, conscientizando-a da importância de cuidarmos uns dos outros. De acordo com a psicóloga escolar Ranyelle Lopes, uma das formas que podemos contribuir diariamente para a causa é reconhecendo que nós, como sociedade, somos feitos de subjetividade. “Cada indivíduo tem uma forma única de encarar e enfrentar os desafios que a vida proporciona. Precisamos ser empáticos e respeitosos uns com os outros e dar a devida importância às questões psicológicas de todos a nossa volta”, ela afirma.

Já quando falamos de saúde mental em um contexto familiar, algumas medidas podem ser adotadas para que a saúde mental e emocional não seja deixada de lado em meio às demandas do trabalho, estudos e outros fatores. Isso, principalmente, quando falamos do tratamento de superproteção que os pais têm para com os seus filhos, na busca por viabilizar a eles uma vida tranquila, saudável e sem atropelos pelo caminho.

A psicóloga ressalta que por mais que seja normal esse tipo de tratamento, os pais devem ser cautelosos, pois não podem esquecer que conflitos são necessários para o desenvolvimento emocional das crianças e jovens. “Enquanto pais, precisamos apoiá-los no percurso de suas vidas. Apoiar significa ouvir, estar junto, compreender. E, para atingir isso, faz-se necessário que os pais estimulem seus filhos a falarem sobre o que lhes angustia, sobre suas conquistas, seus gostos, suas dúvidas, tudo para que possamos conhecê-los na sua subjetividade e orientá-los com mais empatia e respeito”, conta.

É necessário que haja um equilíbrio na relação a fim de estabelecer uma comunicação cada vez mais assertiva entre os filhos e seus pais, de forma que se sintam compreendidos e apoiados mesmo quando suas vontades não sejam acatadas. “Muitos pais acham que os filhos não são capazes de tomar determinadas decisões ou o contrário, acham que o filho precisa decidir tudo da sua vida sozinho. Nem um extremo nem outro, precisamos encontrar o ponto de equilíbrio da relação”, finaliza a psicóloga. 

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